Apesar do prestígio do diretor vencedor do Oscar Alejandro González Iñárritu, conhecido por obras aclamadas pela crítica como The Revenant e Birdman, e de uma performance transformadora de Tom Cruise como o megalomaníaco Digger Rockwell, Digger tropeçou na bilheteria global. O filme, que mostra Rockwell embarcando em uma missão desesperada para salvar a humanidade de um desastre que ele mesmo causou, arrecadou apenas US$ 8 milhões em seu fim de semana de estreia doméstica e meros US$ 12 milhões internacionalmente.
Falando no podcast Happy Sad Confused em 12 de outubro, Ben Affleck defendeu apaixonadamente o filme, lamentando a aparente alegria generalizada com suas dificuldades comerciais. "É um pouco como bullying, com pessoas que nem viram os filmes", afirmou Affleck, descrevendo Digger como "um filme bastante ambicioso e interessante, feito por pessoas interessantes e talentosas."
No entanto, a principal preocupação de Affleck vai além do próprio filme. Ele adverte que os estúdios, observando o deslize financeiro de Digger, podem se tornar cada vez mais avessos ao risco. "Se punirmos filmes que correm riscos, adivinhe o que vai acontecer? Uma avalanche de filmes medíocres", alertou. Para Affleck, a relutância da indústria em abraçar potenciais fracassos sufoca a inovação. "Você não pode fazer nada interessante sem correr riscos, e isso significa que às vezes você vai parecer um idiota."
Os sentimentos de Affleck encontraram eco na atriz Anne Hathaway, que defendeu publicamente Digger. Escrevendo no Letterboxd, Hathaway deu ao filme uma nota perfeita de 10 em 10, chamando-o de "brilhante, inteligente, maluco, impactante, engraçado e ambicioso". Conforme relatado pelo The Hollywood Reporter, ela instou o público a "vê-lo e formar sua própria opinião". Apesar de um apoio tão vocal de colegas da indústria, Digger continua lutando por tração, levantando questões sobre o futuro da narrativa ousada e original no mainstream de Hollywood.
